sábado, julho 23, 2005

África Festival - Lisboa - Ali Farka Touré



Depois de passar alguns anos a ouvir falar de Ali Farka Touré, fomos ontem assistir a um concerto dado por ele em Monsanto no âmbito do África Festival, iniciativa organizada pela EGEAC e cuja programação me agrada bastante. O gajo é mesmo bom! E os outros tipos que o acompanhavam também. E é bom aqui e em todo o lado do mundo, incluido num festival africano ou de música simplesmente, sem entrar em grandes divisões territoriais e de géneros. Tem aquele música que eu costumo definir como de "gajo", ou seja, está para ali a tocar um solo de 10 minutos e os gajos babam-se todos e as gajas olham com aquele ar de "Fogo, já percebi que és bom mas muda lá de música...".

Comecei a pensar sobre uma série de preconceitos que existem, se calhar, muitos deles até na minha cabeça sobre música africana. Como ouvinte mais ou menos habitual da RDP África posso dizer que por ali tenho conhecido muitas coisas boas mas que também levo com uma data de merdas feitas à pressão e muito, muito pimbas que só estão ali numa atitude muito paternalista e para encher minutos de programação. Muitas vezes aquilo é tão pimba como qualquer rádio local de Freixo de Espada a Cinta ou de Sever do Vouga, que passa Emanuel, Ágata e Quim Barreiros! Mas também existe o reverso da medalha. Existem muitas pessoas que não ouvem pura e simplesmente música africana porque Não! E não percebem que existem não sei quantos milhentos géneros de música e de vozes e de instrumentos naquele continente imenso que valem a pena serem descobertos. Lembro-me assim de repente de Waldemar Bastos (Angola), Tito Paris, Lura, Cesária Évora, Bau (Cabo Verde), Angelique Kidjo (Benin), Rokia Traoré, Salif Keita (Mali), Cissoko, Afrikando, Ismael Lo, Youssour N´Dour (Senegal), Femi e Fela Kuti (Nigéria), Mahotella Queens; Miriam Makeba (África do Sul). Se quiserem ver mais coisas vão ver por exemplo a http://africanmusic.org/.

Isto só falando da África sub-sahariana... O Magreb ainda é para mim completamente desconhecido.

Depois, existe ainda um factor interessante. Em Lisboa organiza-se um África Festival e 95% da assistência é branca! Bem sei que vou ser atacada por dizer isso, mas se isso por um lado é bom, por outro, porque é que a população de origem africana que vive aqui em Lisboa não se sente convidada e agradada com a a ideia de poder conhecer mais coisas de África? É um mistério para mim.

4 Comentários:

Blogger blimunda disse...

ah ah ah

11:36 da manhã  
Blogger Unknown disse...

Anuncio em primeira mão que um dos objectivos do "Inch Allah Tour 2005" é fazer uma recolha musical. Creio que o nosso audiofilio profissional já terá feito um primeiro levantamento...

9:58 da manhã  
Anonymous Anónimo disse...

pra quem quiser espreitar uma fotozinha que a menina tirou ao senhor mesmo mesmo lá nas frentes...

Vá a : http://www.fotolog.net/missrita/

2:07 da tarde  
Blogger blimunda disse...

Já vi e já coloquei o photolog nos favoritos miss rita!!!

3:56 da tarde  

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